CRB-6 entrevista os candidatos a delegado no Espírito Santo
Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região - MG/ES
04 de Julho 2016

 

CRB-6 entrevista os candidatos a delegado no Espírito Santo

Conheça as propostas dos candidatos Francisco Felipe Coelho e Bruno Giordano Rosa


O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) recebeu duas candidaturas ao cargo de delegado do Espírito Santo. Após diversas solicitações dos bibliotecários capixabas, foi cancelada a consulta pública que estava em andamento, e proposta a realização de entrevistas com os candidatos. A fim de proporcionar mais informações sobre eles, o CRB-6 os entrevistou. Confira as entrevistas com os dois candidatos e conheça o perfil e as competências de cada um.

Francisco Felipe Coelho (CRB-6/ES 700) é bibliotecário documentalista da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Possui graduação em Biblioteconomia pela UFES (2005) e licenciatura em Informática pelo Instituto Federal do Espírito Santo (IFES/2015).

Bruno Giordano está entre os candidatos a delegado do CRB-6 no Espírito Santo (Foto: Arquivo pessoal)

Em seu ponto de vista, qual o papel de um Conselho de Profissional?

O Conselho Regional de Biblioteconomia é uma referência para todos os profissionais no que tange a autorização de exercer as atividades a ele relacionadas. Sempre tive o entendimento da necessidade desta representação no Espírito Santo. Tanto para auxílio, orientação e acompanhamento dos processos solicitados para autorização de regularização profissional e também na defesa dos direitos dos bibliotecários.

Por que se candidatou ao cargo de Delegado?

Conheço a necessidade de uma representação no Espírito Santo para nós profissionais e estudantes, que precisam de um apoio no desenvolvimento das atividades de mobilização institucional, cultural e profissional. Coloco-me como uma opção para ser este representante.

Qual sua disponibilidade de tempo para exercer a função?

Sei, e já fui informado por colegas da biblioteconomia, que teremos dias em que devido alguma audiência ou comparecimento de visita do CRB ao Espírito Santo será necessário investir uma grande parcela do tempo. Mas, em compensação, sei que haverá outros dias em que a mobilização via e-mail, telefone ou comparecimento a alguma instituição para registrar documentos será suficiente.  

Você tem facilidade de comunicação e de expressar em público?

Sim, tenho trabalhado a cada dia a arte de falar em público, em meu trabalho. Também tive essa oportunidade em outra instituição pública, na qual realizei preleções e dei entrevistas à mídia. Já estive com autoridades públicas requerendo posicionamentos sobre concursos públicos para bibliotecas e escrevo, para jornais locais, matérias sobre o exercício da profissão.  

Como é sua relação com o meio biblioteconômico no Espírito Santo?

Tenho conversado e trocado ideias junto a alguns colegas que hoje são referência de trabalho publicado em Vitória, Cariacica, Vila Velha, Serra e no interior do estado.  

Qual sua visão sobre a aplicabilidade da lei 12.244/10 no Espírito Santo tanto na esfera pública quanto na particular?

A Lei 12.244/2010 existe e tem que ser aplicada. Na esfera pública, quando o material didático é requerido, deve estar disponível. Na esfera particular, em que o profissional que atua na unidade escolar junto aos pais e responsáveis, é necessário que haja difusão, organização e disponibilização de material adequado para o usuário, sempre por meio de um profissional registrado.  

Em sua opinião, o que precisa mudar ou melhorar na área, em linhas gerais?

Vejo que a profissão, uma das mais antigas, sempre zelou pelo acesso à informação. Cabe a cada um de nós, profissionais, acreditar que a mobilização e demonstração das práticas cotidianas podem se tornar referência. Temos vários exemplos no Espírito Santo de profissionais que cuidam, zelam, desenvolvem atividades em suas unidades de informação e que são dignos de reverência.  

Quais estratégias apresentaria ao CRB-6 para ampliar e melhorar a fiscalização em no Espírito Santo?

A mobilização de pessoas por meio de divulgação na mídia: jornais e televisão sobre trabalhos já realizados, bem como da colaboração de todos os colegas, com informações que possam ser úteis para provocarmos os setores públicos e particulares da necessidade e atuação dos profissionais.  

Compartilhe sua experiência profissional.

Sou formado desde 2005, quando me registrei ao CRB-12. Atuava, ainda, em outra instituição pública e já lutava pela criação de uma unidade de informação. A criação dessa biblioteca não foi possível, por decisão administrativa. Neste período, caminhamos e juntos com outros colegas. Criamos, o site http://euamobibliotecaescolar.webnode.com/, para que a Prefeitura de Serra realizasse um concurso. Em 2014, iniciei, de fato, minhas atividades na área de biblioteconomia e documentação na esfera federal. Acredito e confio que o trabalho de todos, junto à representação, pode gerar bons frutos. É importante que tenhamos mais acesso aos serviços do CRB-6 e apoio jurídico para que a classe bibliotecária no Espírito Santo seja fortalecida.  

Bruno Giordano Rosa (CRB-6/ES 699) é servidor público federal. Desde 2012, atua como profissional da informação, no Instituto Federal do Espírito Santo. Graduou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito Santo em 2005.

Em seu ponto de vista, qual o papel de um Conselho de Profissional?

De acordo com a lei 4084/62, em seu artigo 8º, cabe ao conselho a tarefa de fiscalização do exercício da profissão do bibliotecário. Neste contexto o conselho deve atuar de forma integrada com outros órgãos e profissionais para a boa e a correta aplicação da lei em benefício dos profissionais bibliotecários. Sabemos que em uma sociedade igualitária o pleno exercício da cidadania passa pela correta aplicação da lei em benefício de toda a sociedade. Sendo assim, ganha o bibliotecário com as oportunidades relacionadas ao exercício da profissão e também a sociedade se beneficia com a presença de profissionais bibliotecários capacitados para atender as suas demandas informacionais.

Por que se candidatou ao cargo de Delegado?

Aceitei esse desafio com o propósito de buscar uma maior articulação entre todos os setores e os profissionais, visando a aplicação mais segura da lei que regulamenta o exercício da profissão. Sei, portanto, que teremos desafios. Com o apoio da categoria e dos órgãos competentes, caso eleito, tenho a intenção de ajudar a superá-los, para que o exercício profissional ocorra dentro da legalidade, visando sempre a qualidade na prestação dos serviços a todos.

Qual sua disponibilidade de tempo para exercer a função?

Tenho tempo disponível fora do meu horário de trabalho. Fora deste horário pretendo visitar cada profissional no seu local de trabalho e buscar uma maior interação, visando sempre um exercício profissional com qualidade. Sei que uma pessoa sozinha não é capaz de realizar tudo que é necessário ser feito. Mas, com o apoio dos colegas, caso seja eleito, buscarei uma maior integração entre os profissionais, com o objetivo de somarmos forças. Acredito que cada um possa contribuir de alguma forma para que o exercício do profissional bibliotecário seja garantido. Dentro desta perspectiva, vamos buscar as soluções dentre os aspectos políticos e legais para que isso ocorra.  

Você tem facilidade de comunicação e de expressar em público?

Sim. Já apresentei trabalhos em eventos científicos, ministrei palestras, exerci função de chefia e organizei eventos. Atuo há seis anos como bibliotecário e já exerci outras profissões. Na maioria delas, pude lidar com pessoas. Estou muito motivado. Com o apoio da classe, pretendo trabalhar incansavelmente para que os objetivos do trabalho do delegado sejam atingidos.  

Como é sua relação com o meio biblioteconômico no Espírito Santo?

A minha relação com os profissionais da biblioteconomia é de longa data. Entrei na Universidade Federal do Espírito Santo em 1999 e desde o início busquei uma interação com os colegas, sempre visando o bem da coletividade. Fiz parte da diretoria do Centro Acadêmico (CALBI) por duas gestões, trabalhando por melhorias para os estudantes. Como estudante, já participava de eventos fora do estado, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos e obter maior interação com profissionais e estudantes de outros estados. Como estagiário passei por várias instituições públicas e privadas, como o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) de Vitória. Há quatro anos atuo no IFES como profissional, com muito orgulho. Fui bibliotecário da Prefeitura de Vitória, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Grande Maruípe, hoje Professora Eunice Pereira Silveira. Trabalhei com excelentes colegas bibliotecários e com eles aprendi muito sobre o fazer da biblioteca escolar. No IFES, tenho a oportunidade de trabalhar com vários colegas na unidade em que atuo e também com os outros, espalhados pelos quatro cantos deste estado. Com eles, vou aprendendo a cada dia mais. Durante todos estes anos, aprendi muito interagindo com os colegas. Caso seja eleito, pretendo buscar junto com ao corpo de profissionais as melhores formas para trabalhar em benefício da classe.  

Qual sua visão sobre a aplicabilidade da lei 12.244/10 no Espírito Santo tanto na esfera pública quanto na particular?

A lei é de 2010, e já estamos em 2016 e ainda temos poucos exemplos práticos da sua aplicação em benefício da sociedade e também na contratação de bibliotecários, que são os profissionais capacitados e legalmente destinados à função de gerir bibliotecas. Quando um aluno não tem acesso a bibliotecas de qualidade e sem um profissional bibliotecário para atendê-lo, as consequências para a sociedade são muito grandes. É comum ler reportagens em que especialistas apontam os problemas decorrentes de má-formação escolar dos alunos. Possivelmente, isso é resultado da política desastrosa de não incentivo à leitura e a não disponibilização de espaços e equipes adequados para proporcionar uma boa formação. Isto reflete na baixa qualificação da mão-de-obra no nosso país, de um modo mais amplo. Segundo a Fundação Montenegro, em seu estudo Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), apenas um em cada quatro brasileiros domina plenamente habilidades de leitura, escrita e matemática. E também, de acordo com a pesquisa do Instituto Pró-livro, realizada no ano passado, somente 56% da população brasileira é considerada leitora. É um índice muito baixo para um país que precisa crescer social e economicamente. Neste contexto, acredito ser inconcebível pensarmos num país mais igual e humano sem universalizar o acesso à biblioteca. Caso seja eleito, vou buscar, no Espírito Santo, o apoio da classe bibliotecária e dos órgãos governamentais para que esta lei seja cumprida em um curto intervalo de tempo. Fui aluno de escola pública e sei das dificuldades pelas quais passei e sei o que muitos alunos enfrentam até hoje. É preciso que seja dado a eles o direito de ter acesso a bibliotecas de qualidade e com profissionais bibliotecários para atendê-los.  

Em sua opinião, o que precisa mudar ou melhorar na área, em linhas gerais?

Acredito que muita coisa pode mudar para melhor, no entanto precisamos nos debruçar sobre os problemas, estudá-los, para assim encontrarmos a solução mais adequada. Vivemos em tempos de grandes transformações e é preciso olhar para o futuro. Precisamos pensar também no profissional bibliotecário como protagonista e agente de mudanças. Cada vez que a sociedade avança, as soluções tornam-se mais complexas. Por isso é importante um maior aprofundamento técnico sobre os temas e também a participação de vários atores para se alcançar os objetivos. Caso seja eleito, vou estabelecer parcerias como vários profissionais em diversos lugares e assim contribuir para melhorar na capacitação dos bibliotecários, buscar mais oportunidades de trabalho, discutir a ampliação de recursos para as bibliotecas e na integração de esforços (parcerias) entre os profissionais bibliotecários.  

Quais estratégias apresentaria ao CRB-6 para ampliar e melhorar a fiscalização em no Espírito Santo?

São várias as estratégias. Uma delas é melhorar a estrutura do CRB-6 para as atividades de fiscalização. No ano de 2010, infelizmente o nosso conselho, antigo CRB-12, foi fechado e as atividades foram transferidas para o atual CRB-6, em Minas Gerais. Nosso estado possui 78 municípios e alguns estão localizados a mais de 250 quilômetros da capital. Sendo assim, uma boa estrutura montada para fiscalizar o exercício da profissão pode refletir na abertura de mais oportunidades para os profissionais bibliotecários. Outra estratégia é melhorar os canais de comunicação com os órgãos governamentais no sentido de que seja observado o que foi definido na lei 12.244/10, para que seja cumprido em um curto espaço de tempo, uma vez que faltam menos de quatro anos para prazo final.  

Compartilhe sua experiência profissional.

Meu nome é Bruno Giordano Rosa, tenho 38 anos e sou formado em biblioteconomia para Universidade Federal do Espírito Santo, em 2005. Trabalhei na Prefeitura Municipal de Vitória por aproximadamente onze anos, dois deles como bibliotecário, trabalhando em uma biblioteca escolar. Em 2012 passei a trabalhar no Instituto Federal do Espírito Santo onde atuo até hoje. Possuo pós-graduação (MBA) em Administração em Gestão do Conhecimento, e já apresentei trabalhos científicos em eventos como: XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, realizado em Belo Horizonte (MG), em 2014; XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, realizado em Florianópolis (SC), em 2013; I Encontro Nacional de Catalogadores, realizado no Rio de Janeiro (RJ), em 2012. Trabalho na área há seis anos como profissional. Acredito que um bom trabalho é aquele que é feito com várias mãos. Quando cada um ajuda um pouco, pode-se fazer uma grande obra. Neste momento, peço o apoio dos homens e das mulheres. Depois, pedirei ajuda a todos os braços e pernas dispostos a construírem um cenário melhor para a nossa classe.  

Histórico

Para ler a nota publicada na primeira consulta pública para delegado do CRB-6 no Espírito Santo, clique aqui

Vote no seu candidato

Para votar, acesse o site até o dia 08 de julho, preencha seus dados e clique em enviar.

 

Site Oficial

Redes Sociais

www.crb6.org.br